16 de maio de 2016

Gestão de conflitos e trabalho em equipe

Conversando com alguns profissionais de RH e de outras áreas perguntei: qual o tema mais crítico deste momento nas organizações? Surgiram dois: gestão de conflitos e trabalho em equipe.
Isso me fez refletir sobre o momento de alta competitividade que as empresas passam e também pela retração da economia. Conflitos serem existiram e continuarão a acontecer, mas saber lidar com eles de forma mais eficaz é muito importante para elevar os resultados da organização e a qualidade de vida dos funcionários. Além disso, muitas pessoas não entendem a importância de trabalhar em equipe e acreditam erroneamente que é preciso ser amigo. Não é bem assim.
"A felicidade não é a ausência de conflito e sim a habilidade de lidar com ele. 
Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo, mas ela torna tudo melhor"
Gestão de conflitos e trabalho em equipe são assuntos que já abordo em treinamentos para pequenas, médias e grandes empresas. Porém, nem todos tem disponibilidade de tempo para reunir suas equipes em um curso com oito, doze ou dezesseis horas de duração. O tempo está mais escasso e retirar toda uma equipe de sua rotina de trabalho é cada vez mais difícil.
Sendo assim, estruturei meu curso "Gestão de Conflitos e Trabalho em Equipe" em formato de palestra. Com 1h30 de duração e o conteúdo continua o mesmo, mas de forma compacta, direta e ainda com pequenas atividades interativas para torná-lo num evento de alto impacto de resultados.
A vantagem da palestra é que não há limite de participantes. Serve para sensibilizar, provocar reflexões, mobilizar os participantes para a ação, promover integração, estimular a mudança, levar um conteúdo importante de forma ampla e uniforme, entre outras vantagens e benefícios. Além de tudo isso o custo por participante é muito menor.
Neste programa os participantes saberão como se formam e como lidar com os conflitos dentro e fora da organização, como usar a inteligência emocional para lidar com os conflitos e trabalhar melhor em equipe, quais os quatro comportamentos típicos e como eles interferem nas relações humanas, como ser mais assertivo no dia a dia e obter melhores resultados pessoais e para a organização.
"O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos." Michael Jordan

Quer saber mais? Entre em contato pelo e-mail contato@rogeriomartins.com.br e solicite uma proposta sem compromisso. Acesse www.rogeriomartins.com.br para conhecer meus temas de atuação, vídeos, currículo e outras informações relevantes.
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2 de julho de 2015

O poder da ARROGÂNCIA

Palestrante Rogerio Martins

Este texto é resultado de minhas observações nos últimos meses. Observações sobre nossa cultura, nosso comportamento coletivo e também sobre as notícias que circulam pelas mídias e que demonstram o poder da arrogância.

Mas antes de qualquer coisa é interessante entender o que é arrogância. Numa rápida pesquisa no Google descobri que ARROGÂNCIA é um substantivo feminino definido como
"ato ou efeito de arrogar(-se), de atribuir a si direito, poder ou privilégio. Qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros; orgulho ostensivo, altivez.

Já no site Wikipédia encontramos: 
"arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É comum conotar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do seu próximo. São sinônimos, o orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade pelo próprio saber ou o sucesso."

Agora sinto-me a vontade para expressar minha reflexão sobre o que tenho observado recentemente no Brasil. A arrogância tem sido destruidora de muitos projetos, sonhos, expectativas, relacionamentos, atividades comerciais, famílias, instituições e patrimônios, entre outras coisas.

Alguns exemplos: 

1. Somos o país do futebol! Só que não! Perdemos vergonhosamente a Copa do Mundo realizada aqui mesmo. Perdemos vergonhosamente a Copa América. Perdemos a final do Sub20, Perdemos no campeonato mundial de futebol feminino. Enfim, perdemos todas as competições importantes do último ano para cá. Nossos campeonatos regionais e brasileiro são uma vergonha. Times como São Paulo (o qual sou torcedor), Flamengo, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Corinthians, entre outros, vem de administrações arrogantes. Presidentes que acham que mandam mais que todos. Fazem o que querem. Muitos clubes da elite do futebol brasileiro hoje encontram-se em situação financeira calamitosa. Tudo resultado da arrogância que somos o país do futebol. Já não somos há muito tempo. Além de tudo isso foi gasto um dinheiro enorme para construção e modernização de estádios em detrimento de investimentos em infraestrutura. Os arrogantes ainda afirmaram que este investimento iria trazer muitas melhorias para as cidades sede da copa... trouxe mesmo? O que dizer agora das Olimpíadas? 

2. Somos uma pátria educadora! Só que não! Estamos completamente atrasados no que diz respeito à educação de qualidade. Desde o ensino fundamental até as universidades o que vemos é um bando de arrogantes dirigindo as instituições públicas e privadas e outro bando de arrogantes em sala de aulas. Falta respeito em toda cadeia de ensino. Gestores arrogantes, professores arrogantes e alunos arrogantes. Resultado: não saímos do lugar e estamos entre os últimos colocados em pesquisas mundiais sobre criatividade, empreendedorismo, negócios, tecnologia de ponta, políticas públicas, pesquisa científica, IDH, entre outros indicadores. A educação na Coréia do Sul é considerada o principal aspecto para o sucesso do país em competitividade. Considerada pelo governo como alta prioridade, a educação é centralizada pelo governo federal desde o primeiro até o último ano escolar. A Coréia do Sul foi o primeiro país do mundo a fornecer internet banda larga em todas as escolas do país. E como estamos nós?

3. Somos um país democrático! Só que não! Que democracia é essa que vivemos? Temos políticos arrogantes em todos os lugares. Em uma reportagem recente na TV um deles disse publicamente em plenária que estava "cagando e andando" para a opinião dos seus eleitores. Pode isso? Quantos arrogantes são reeleitos? Quantos mudam de partido e opinião conforme suas próprias necessidades e conveniências? Que presidente é esta que discursa dizendo que não valida aqueles que fazem acordo de delação premiada, sendo que ela mesma é que aprovou este sistema? Arrogância! Conveniência! Soberba!

Palestrante Rogerio Martins4. Sou o maior especialista em... só que não! Quantos anúncios, posts, mensagens, e-mails e publicações você já viu sobre o maior especialista em alguma coisa? O Coach dos Coachs? O maior especialista em determinado mídia digital ou outro assunto? Que tremenda presunção, pois quem é que atribuiu a esta pessoa o título? Certamente ele(a) mesmo(a). O detalhe é que geralmente estas pessoas tem a solução fantástica para tudo. Você nunca ouviu falar delas, mas são as melhores. Certa vez ouvi a história de que um consultor renomado vivia dizendo que era professor em diversas universidades pelo mundo e possuía formação acadêmica altamente diversificada e que causava até inveja. Um dia um jornalista resolveu investigar e descobriu que a maioria das informações era tudo mentira. Conhece algum caso assim? Mentir é fácil! Atribuir valor maior a si mesmo também é! Afinal, a maioria das pessoas não vai atrás da informação verdadeira e acaba comprando aquilo que lhes é dito. Infelizmente a arrogância vende bem nos dias de hoje.

5. Líder bom é aquele que manda e os outros obedecem! Só que não! Acredito que já tenha ouvido algo assim, ou até mesmo trabalhado com alguém assim. A arrogância está cada vez mais fadada a perda de produtividade e de resultados quando o assunto é o mundo corporativo. Ninguém mais aguenta aquele chefe que só sabe impor. As relações sociais não suportam mais pessoas que intimidam, que destratam, que humilham. Ainda há pessoas assim no meio profissional, mas as empresas mais competitivas e com perspectiva de crescimento sabem que é preciso trabalhar suas lideranças e propor novas forma de gestão, mais baseadas no diálogo, no feedback. Porém isso também serve para aqueles que não tem cargo de chefia, mas detém outro tipo de poder, o do conhecimento. Saber algo que ninguém sabe ou poucos sabem pode gerar a tal arrogância, mas cuidado, pois com a velocidade da comunicação e do aprendizado quase todos podem adquirir o mesmo conhecimento.

A arrogância está impregnada em nossa sociedade. Seja nos esportes, na educação, no trânsito, na política, na rua, nas organizações... enfim, em todos os lugares. Estamos perigosamente nos tornando presunçosos, prepotentes, arrogantes e nem estamos nos dando conta disso. Nas mídias sociais imperam atos de arrogância. Nas manifestações públicas também. A falta de respeito e limites abrem espaço para isso tudo.

Há muitas outras reflexões sobre arrogância, mas aí o texto ficaria muito longo e cansativo. Por isso proponho que você deixe seu comentário. Claro que não pretendo ser o dono da verdade (xô arrogância...), mas o que expus acima é fruto de minhas observações e opinião a respeito. Caso não concorde com algo deixe seu comentário também. Toda argumentação é interessante para nosso aprendizado.

Grande abraço e ótimas reflexões...


Rogerio Martins é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário. Siga @rogermar no Twitter e venha curtir a página do Facebook.

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