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19 de junho de 2018

Live - Transmissão ao vivo com Rogerio Martins

Tenho realizado diversas transmissões ao vivo pelo Facebook, ou LIVES ESPECIAIS, e todas estão também disponíveis no Youtube.

Você pode assistir as três primeiras aqui:

29/05/18 - Como liderar as diferentes gerações - https://youtu.be/WgUBzm9dq0w

05/06/18 - Mindset: o poder do pensamento e das palavras - https://youtu.be/YL5qxD9fECw

11/06/18 - Pitch e Marketing Pessoal - https://youtu.be/LRmFHthkx-o


Para participar ao vivo das próximas fique ligado em minha página do Facebook - www.facebook.com/rogermar. É gratuito e interativo!

Para mais informações busque por #PalestranteRogerioMartins


Pitch e Marketing Pessoal


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26 de maio de 2015

Porque fofocamos e como isso influencia nosso trabalho?


Quem nunca foi alvo de uma fofoca, ou agente dela? A fofoca faz parte da vida cotidiana há muito tempo. Hoje em dia com o crescimento das redes sociais a fofoca tomou proporções ainda maiores, inclusive no mundo corporativo. O problema é que isto acaba prejudicando a produtividade e a motivação dos trabalhadores, tanto para quem é alvo ou agente da fofoca.

Já escrevi sobre este assunto no artigo "5 dicas para lidar com a fofoca no trabalho", além de outros textos que indico logo abaixo. Porém, ao pesquisar mais sobre o assunto, encontrei esta reportagem da revista Super Interessante que transcrevo abaixo e é - de verdade - super interessante para refletir sobre o tema e realizar uma autocrítica. Veja, analise seu comportamento e deixe seu comentário.


PORQUE FOFOCAMOS E COMO ISSO INFLUENCIA NOSSO TRABALHO?

O fato de fofocarmos não gera um conforto nem mesmo nas redes sociais, onde são condenadas fortemente e diga-se de passagem que ser chamado de fofoqueiro é uma grande ofensa para qualquer um.

Quando ouvimos duas ou mais pessoas fofocando, vamos ser sinceros e admitir que é MUITO difícil não prestar atenção. Mas antes que você se sinta culpado pelo tal relato da vida alheia, saiba que há uma explicação científica para tal ação.

A Universidade de Northeastern, em Boston, realizou um estudo e descobriu não só que o nosso subconsciente valoriza a fofoca, como nossa mente e nossos olhos prestam atenção particular quando estão em jogo informações negativas.

O EXPERIMENTO

O experimento/estudo funcionou assim: primeiro, os voluntários viram fotos de algumas pessoas, e receberam uma informação sobre elas. A informação podia ser positiva, negativa ou neutra, e o assunto podia ser social ou não. Por exemplo, “ele jogou uma cadeira em seu colega de classe” seria uma declaração social negativa, enquanto que “ela desenhou as cortinas da sala” seria uma informação neutra e não social (não trata de algo que ela tenha feito com outra pessoa).

Depois, os pesquisadores mostraram duas imagens simultaneamente aos voluntários usando um estereoscópio, sendo que cada olho via uma imagem diferente. Enquanto um via a foto de um objeto, ao outro era mostrado o rosto de uma dessas pessoas. Então, eles precisavam dizer qual delas estavam vendo e por quanto tempo. Quando cada olho vê uma imagem, ocorre a chamada rivalidade binocular e o cérebro acaba precisando alternar entre as duas ao decidir em qual vai prestar mais atenção e qual irá ignorar.

Um grupo de pesquisadores, liderado pela neurologista Lisa Feldman-Barrett, descobriu que os voluntários viam por mais tempo a imagem de pessoas de quem tinham ouvido fofocas sociais negativas. O mesmo não ocorreu quando eram mostradas imagens de quem estava associado a uma informação positiva ou neutra. Nem quando se tratava de uma informação negativa, mas não de natureza social como por exemplo “ele teve que fazer um tratamento de canal”.

Isso levou os pesquisadores a acreditar que a fofoca social negativa pode desencadear algum tipo de mecanismo de proteção dentro de nós. Nosso cérebro está sempre procurando informações que possam ajudar a nos proteger de indivíduos potencialmente perigosos que poderiam nos prejudicar no futuro. Quando nos concentramos mais no rosto de uma pessoa que sabemos ser má, nosso cérebro pode estar tentando estudar e reunir mais informações e se colocando em alerta para que nos lembremos de ter cuidado com ela no futuro. 

Fonte: Revista Super Interessante



Rogerio Martins é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário. Siga @rogermar no Twitter e venha curtir a página do Facebook.

Leia também:
- Maturidade profissional
- Vamos conversar sobre ética?
- 5 dicas para lidar com a fofoca no trabalho

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14 de maio de 2015

Dicas para elaboração de um currículo

Palestrante Rogerio Martins

Todo profissional moderno já deve ter ouvido falar em curriculum vitae, ou pelo menos deveria. Muitos já escreveram e ainda escrevem a respeito de regras ou dicas para a elaboração de um bom curriculum. Este é um tema dinâmico, pois o que valia alguns anos atrás já está obsoleto hoje em dia.

Afinal é "curriculum" ou "currículo"? A origem da palavra vem do latim "curriculum vitae" e se popularizou apenas como "curriculum" ou "currículo". Qualquer das duas formas está correta.

No site significados.com.br encontrei esta definição que considero bastante apropriada:

Curriculum vitae que significa currículo, em português, é um termo proveniente do latim, e significa trajetória de vida. Curriculum pode ser também abreviado para CV ou apenas currículo. É um documento de tipo histórico, que relata a trajetória educacional e/ou acadêmica e as experiências profissionais de uma pessoa, como forma de demonstrar suas habilidades e competências. O curriculum vitae tem como objetivo fornecer o perfil da pessoa para as empresas, podendo também ser usado como instrumento de apoio em situações acadêmicas. O curriculum é uma síntese de qualificações e aptidões, na qual o candidato a alguma vaga de emprego descreve suas experiências profissionais, formação acadêmica, e outros dados pessoais. O curriculum ainda é a forma que a maioria das empresas usam para selecionar seus funcionários. Geralmente o currículo é mandado por e-mail para as empresas ou no website de algumas é possível criar seu próprio currículo, para permanecer no banco de dados da mesma.

Portanto, é importante destacar que cada caso merece uma análise específica. O que quero dizer com isso é que um profissional com mais de 15 anos de experiência e extensa formação acadêmica deverá valorizar em seu curriculum fatores diferentes daquele que está em início de carreira. Este é um dos erros mais básicos que vejo ocorrer nas recomendações e, principalmente, na confecção de um curriculum.

Não pretendo ser definitivo, muito menos o dono da verdade neste artigo, mas simplesmente trazer cinco dicas fundamentais, porém importantes, para a elaboração de um Curriculum que sirva para qualquer caso ou situação.

DICAS PARA ELABORAÇÃO DE UM CURRÍCULO

1. O básico: evite erros de digitação, idioma, gramática etc. Peça para outras pessoas analisarem e, se necessário, corrigirem seu Curriculum. Este é um dos fatores que mais elimina candidatos antes mesmo da entrevista.

2. Defina claramente seu objetivo profissional. Quem lê um Curriculum deve ver rapidamente o que você procura. Portanto, antes de elaborar seu CV reflita sobre seu objetivo profissional. Evite ser genérico. Tenha foco. Não misture objetivos diferente num mesmo Curriculum. Se necessário faça mais de um Curriculum para objetivos diferentes.

3. Seja verdadeiro. Um bom Curriculum expressa de forma resumida a vida profissional e acadêmica da pessoa. Portanto, não minta ou insira informações que não sejam corretas. Apontar que possui domínio de um idioma pode fazer com que o entrevistador queira realizar um teste para averiguar esta informação. O mesmo acontece com os dados profissionais e os demais do seu Curriculum. Os entrevistadores conferem as informações e caso sejam falsas isso prejudica sua imagem e carreira.

4. Cuide da apresentação visual. Use uma escrita padrão no que diz respeito a formato da fonte, tamanho e cores. As mais usuais são Times New Roman e Arial. Tamanho 10 ou 12. Preferencialmente preto em sua totalidade. Não é uma regra, mas facilita a visualização e organização dos assuntos. Dependendo de sua experiência e formação valorize (destaque) o que for maior, mais significativo. A ordem de apresentação deve ser sempre do mais recente para o mais antigo. Ah, foto e pretensão salarial só se for solicitado.

5. Atualize sempre. Veja o Curriculum de outras pessoas da sua área e de outras áreas. Compare. Revise. Atualize. Mude quando necessário. Leia a respeito. Não siga totalmente o padrão, mas tome cuidado para não exagerar em querer ser diferente.

Como escrevi acima estas dicas não são definitivas, apenas referenciais. Envie seu Curriculum para mim que analiso sem custo e dou um feedback sobre possíveis melhorias. Para isso acesse a página de CONTATO aqui do site e envie por e-mail. Deixe seu comentário aqui embaixo também. Boa sorte e sucesso.

Rogerio Martins é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário. Leciona a disciplina de Recrutamento e Seleção que inclui a elaboração e análise de Curriculum, além de ter atuado por mais de 15 anos na área de RH (recrutamento e seleção / treinamento e desenvolvimento) de grandes e médias empresas nacionais e multinacionais.


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2 de abril de 2015

Você faz parte dos 5% que promovem a diferença?


Este artigo dedica-se efetivamente as pessoas que fazem alguma diferença em tudo o que realizam. São os 5% que promovem a diferença. Você faz parte deste percentual? Talvez, até porque é possível que apenas 5% das pessoas que tenho contato cheguem até aqui e leiam verdadeiramente.

Certamente você já conheceu algum professor inesquecível entre diversos que já teve na vida. Já teve a oportunidade também de trabalhar com algum colega que deixou marcas importantes na sua carreira, seja ele um gestor ou não. Entre todos os amigos que já fez na vida pense em quantos você mantêm contato até hoje. Provavelmente não serão muitos e esta conta deve chegar em prováveis 5%. Intrigante, não é mesmo?

Bem, para você que ainda não está entendendo direito porque estou falando destes 5%, vou explicar com uma história que tive contato alguns anos atrás e mudou muito minha forma de pensar e agir. Dias atrás, enquanto preparava um curso sobre condução de reuniões para aplicar em uma grande empresa de SP, resgatei um áudio do Consultor Max Gehringer que também trata do assunto e você pode ouvir clicando aqui. Mas segue abaixo a história para contextualizar a importância de fazermos a diferença em tudo o que fazemos.

A LIÇÃO DOS 5%

Na história, de autoria desconhecida, conta-se que após um feriado prolongado, o professor entrou na sala da Universidade para dar sua aula, mas os alunos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Depois de tentar, educadamente, por várias vezes, conseguir a atenção dos alunos para a aula, o professor perdeu a paciência e disse: “prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez”. Um silêncio carregado de culpa se instalou na sala e o professor continuou. ”Desde que comecei a lecionar, e isso já faz muitos anos, descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que, de cada cem alunos apenas cinco fazem realmente alguma diferença no futuro. Apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que, de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença. De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; de 100 conhecidos, quando muito, cinco são verdadeiros amigos, fraternos e de absoluta confiança. 

E podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora. Assim, então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores. Mas,infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje”. 

O silêncio se instalou na sala e o nível de atenção foi total. Afinal, nenhum dos alunos desejava fazer parte do “resto”, e sim, do grupo daqueles que realmente fazem a diferença. Mas, como bem lembrou o sábio professor, só o tempo dirá a que grupo cada um pertencerá. Só a atuação diária de cada pessoa a classificará, de fato, num ou noutro grupo. 

ANALISANDO A HISTÓRIA

Pense nisso: você deseja pertencer ao grupo dos que realmente fazem a diferença? Então, procure ser especial em tudo o que faz. Desde um simples bilhete que escreve às coisas mais importantes, faça com excelência. Aliás, um bilhete pode fazer uma grande diferença num relacionamento, numa amizade e até mesmo numa situação profissional, principalmente neste mundo tão digitalizado. Escrever um bilhete à mão faz uma grande diferença.

Faça sempre seu melhor, seja fazendo uma faxina (lembra-se do gari do Rio de Janeiro que ao término dos desfiles das escolas de samba no carnaval varria com alegria e samba no pé? Tornou-se mundialmente conhecido e reconhecido); seja atendendo a um cliente com um carinho especial (o cliente sempre retorna e recomenda); ou cuidando de uma criança ou de um idoso, fazendo uma cirurgia, comandando uma equipe, seja sempre especial. Para ser alguém que faz a diferença, não importa o que você faz, mas como faz. Há duas opções: fazer tudo da melhor forma possível, ou fazer parte do “resto”. Pense nisso e seja alguém que faz a diferença… Alguém que com sua ação torna a vida das pessoas melhores.

Quando apresento esta história para alguns alunos sinto o impacto que ela provoca e imediatamente percebo que a maioria quer fazer parte dos 5%. Porém, efetivamente a maioria logo retorna para os 95%, porque não tem a perseverança e o foco necessários para pertencer ao grupo que faz a diferença positiva. Portanto, a jornada para se tornar excepcional, realmente fantástico, aquele que faz a diferença é trilhada todos os dias, a todo instante.

Não adianta frequentar a igreja, orar, cantar, celebrar e quando sair de lá falar mal do vizinho, não cumprimentar o porteiro, não dar passagem no trânsito e assim por diante. Nada adianta ser "bonzinho" com uns e agir diferente com outros. Para fazer a efetiva diferença e entrar para o seleto grupo dos 5% é preciso fazer a diferença todos os dia, a todo instante. Está preparado(a)?

Rogerio Martins é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário. Clique aqui e curta minha página no Facebook.


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2 de fevereiro de 2015

O que temos de bom?

Palestrante Rogerio Martins

Há tanta notícia ruim circulando em todas as mídias. Há tanto pessimismo nas conversas entre amigos. Há muita descrença nos governantes (mas fomos nós quem os elegemos - direta ou indiretamente). Há tanto descaso nas relações entre as pessoas. Há tantas outras coisas acontecendo que até parece que estamos chegando ao fim dos tempos. Estou exagerando?

Já vivenciei situações suficientes para perceber uma dolorosa mudança no comportamento social. Reclama-se demais e faz-se pouco, ou quase nada. A internet popularizou o escracho, as mazelas e o pior: a síndrome do coitadismo.

Está certo que temos nossos momentos de reflexão, de análise crítica e até mesmo de raiva com a situação presente. Porém, vejo cada vez mais pessoas simplesmente criticando. Deliberadamente avacalhando com tudo. Genericamente atacando qualquer outro que pense diferente de si. Enfim, um mero coitado que pouco tem a acrescentar e muito a destruir. Aliás, parece mais fácil destruir, desconstruir, do que consertar, acrescentar, promover alguma melhoria e assim por diante.

Por isso esta reflexão começa com a pergunta de título: o que temos de bom? Quais são nossas virtudes e que podemos colocar em prática? O que podemos fazer para contribuir para melhorar aquilo que não está bom?

Minha proposta - simples - é que nos concentremos no agir positivo, ao invés do criticar negativo. Quem simplesmente critica na maioria das vezes não faz. É mais fácil criticar do que fazer. É mais fácil apontar as falhas do que levantar e mudar. É mais fácil virar a cada do que encarar e tentar.

Que tal começar esta mudança hoje? Observando suas reações, suas publicações e suas atitudes no geral. Que tal buscar suas qualidades e colocá-las em uso? Que tal fazer isso hoje? Que tal deixar de se pré-ocupar com aquilo que não pode mudar sozinho e se ocupar com aquilo de você tem poder e/ou autonomia para mudar? É simples, mas não simplista, pois envolve disposição, autoconhecimento e autocrítica. Está preparado/a? Pois é... este é um exercício que faz bem para a alma, o corpo, a mente e vai contribuir para as relações que mantemos com todos a nossa volta.

Uma simples mudança é capaz de provocar grandes transformações. Mahatma Gandi dizia que se quiser mudar o mundo comece mudando a si próprio. Que tal? Vamos juntos? Também tenho muito o que mudar, pois a vida é uma grande escola onde todos podemos aprender continuamente. Ninguém sabe tudo.

Caso aceite minha proposta, escreva abaixo o que fez para mudar ou o que já vem fazendo. Compartilhe sua experiência para que eu e outras pessoas possamos aprender com você. Será muito legal viver esta jornada em busca daquilo que temos de melhor e dividir esta experiência. Quem sabe até mudamos o mundo?

Meu grande abraço,


 Rogerio Martins  é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário e um homem em transformação. Siga-me no Twitter (@rogermar), no Instagram (@martins_rogerio) e no Facebook

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31 de julho de 2014

Você faz o que gosta?

palestras, palestrante, motivação, palestra motivacional

Você faz o que gosta? Isso pode definir o seu sucesso!

Este é um assunto que eu adoro escrever, pesquisar, falar com meus alunos e também em empresas onde ministro minhas palestras interativas. É uma delícia! Até mesmo porque eu sou uma pessoa que adoro o que faço! Mas nem sempre foi assim.

No início da minha carreira profissional na área de recursos humanos tive a oportunidade de estagiar em uma grande corporação, mas sem chance de ser efetivado. Diante disso outras oportunidades surgiram e fui trabalhar com duas pessoas que tenho grande admiração, respeito e que me ensinaram muito do que ainda utilizo até hoje: Lena Almeida e Jucirema Faustino. Foi um período muito positivo de minha vida. Em busca de novas e maiores oportunidades fui trabalhar na área de RH da Petybon, Danone, Tec Toy Brinquedos, Tyco Electronics e Eletropaulo. Foram experiências também sensacionais, mas em alguns momentos percebia que não estava realmente fazendo o que gostava. Sabe aquela sensação de qual fala algo? Era assim que me sentia. Mesmo trabalhando em empresas reconhecidas, com cargo de destaque, com bom salário, colegas bacanas e tudo mais.

Comecei a realizar um trabalho de auto-avaliação e ai veio a grande sacada de começar a planejar minha transição de carreira. Em 1996 fundei a Persona Consultoria e Eventos, empresa focada em palestras e treinamentos comportamentais e que é até hoje minha ocupação principal. Durante alguns anos levei a consultoria em paralelo, conciliando meu trabalho como funcionário de grandes corporações e o meu projeto de vida profissional. Foi cansativo, mas o início da realização de um sonho.

A consultoria prosperou. Porém, ainda sentia que algo me faltava. Conclui uma segunda pós-graduação e, com isso, iniciei meus trabalhos de atendimento como psicólogo clínico e dei meus primeiros passos no trabalho de coaching profissional. Decidi também ir para o mercado acadêmico e comecei a lecionar em uma faculdade pequena na cidade de Osasco/SP. Foram quatro anos de novas experiências e encontro uma nova e ocupação que me deixou muito feliz. Enfim, muitas outras coisas aconteceram nesta busca contínua de aprimoramento e realização pessoal e profissional.

Dez dicas para fazer o que gosta

Recentemente li uma reportagem da Live Science que dizia exatamente isso: "você gosta do que faz? isso pode definir o seu sucesso!" Veja a resumida abaixo:
Já pensou o que lhe traz prazer profissional? Você é apaixonado pela sua carreira ou apenas trabalha (nesse cargo) por falta de motivação? Atentamos que trabalhar fazendo o que você adora é bom para você e para seu chefe!!! A seguir dez dicas para fazer o que gosta e encontrar o sucesso:
1 – Busca espiritual - Quais são as coisas que você gosta de fazer, incluindo o máximo de detalhes e informações específicas que for possível. Depois que fizer essa lista (O QUE EU GOSTO DE FAZER…), você deve analisar as profissões (e cargos também) que se encaixam.

2 – Separe um tempo para fazer acontecer - Torne os seus passos em realidade… Separar um tempo para elaborar e executar um plano nos mínimos detalhes.
3 – Descubra como lucrar com sua paixão - Antes de transformar a sua profissão em paixão é preciso saber a sua rentabilidade. Tenha a perspectiva do comprador, a perspectiva do usuário final e a perspectiva da audiência.
4 – Converse com quem já fez o que você quer fazer - Converse e troque ideias com quem já atua na área e é apaixonado(a) pela profissão. Conversar com alguém que já está no mercado e que tem a mesma paixão que você lhe permite descobrir os revezes que lhe esperam, o que vai lhe ajudar a descobrir como criar um modelo de negócio.
5 – Cerque-se de pessoas que o apoiem - Fique atento as pessoas que realmente te apoiam e encorajam. O apoio dos verdadeiros amigos fará com que você se sinta menos sozinho, e muito mais corajoso.
6 – Seja destemido - Não tenha medo de iniciar uma carreira nova e dar continuidade ao seu novo projeto. Todos cometem erros, basta não repeti-los e prosseguir.
7 – Não fique esperando - Não fique esperando muito tempo para realizar algo na carreira, pois quanto maior a espera a probabilidade de se realiza-las é menor.
8 – Estude - O investimento em cursos e treinamento também serve para medir o talento e perseverança.
9 – Não tente fazer tudo sozinho - Não tenha medo de “começar por baixo”.
10 – Tenha paciência - Quem está perseguindo seu sonho tem que estar preparado para os problemas iniciais que certamente virão. É preciso ter paciência, já que pode levar algum tempo entre o início do novo negócio e o esperado lucro que lhe permitirá abandonar o emprego que você não gosta.

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Hoje posso garantir que a cada dia faço o que gosto. Há um vídeo do Steve Jobs onde ele faz um breve discurso para alunos formandos em Stanford (importante Universidade americana) e aponta como um dos itens fundamentais para seu sucesso exatamente "amar o que faz". Ao ler estes tópicos acima me identifiquei com todos. E você? Gosta do que faz? Conte-me sua experiência.

Rogerio Martins é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário, apaixonado por todas estas ocupações e por isso se considera e é reconhecido como uma pessoa de sucesso.

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16 de dezembro de 2009

Ninguém é insubstituível?

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

[Silêncio...]


Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.

Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos: ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto, nunca esqueça: você é um talento único.... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."

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Recebi este texto por um grupo de discussões via internet sem o devido crédito do autor. Portanto, está circulando como "autor desconhecido".
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27 de maio de 2009

Quanto importa minha aparência


Nos últimos dias fui convidado por diferentes mídias a comentar sobre a importância da apresentação pessoal.

Este é um tema que pesquiso, escrevo e conduzo palestras e treinamentos há mais de 15 anos. A cada dia ele se torna mais importante e atual.

Ainda existem pessoas desinformadas ou alienadas que desconsideram este tema na sociedade moderna. Acreditam que a apresentação pessoal não influencia relacionamentos pessoais e comerciais. Estão amplamente equivocadas.

O fato é que a forma como nos apresentamos reflete muito de nossa personalidade e estado de espírito. Considero como apresentação pessoal o conjunto de informações que transmitimos as pessoas, como vestimenta, postura e comunicação basicamente.

A forma de se vestir influencia diretamente nas relações sociais. Há regras, usos e costumes para cada sociedade e cultura. Em determinados ambientes profissionais é esperado maior formalismo e em outros a descontração é a regra. Por isso, não deve haver a ditadura do certo ou errado, mas o conhecimento do estilo pessoal e o que se pretende transmitir.

Algumas pessoas erram ao forçar uma vestimenta ou postura inadequada para seu estilo pessoal e acabam transmitindo superficialidade ou arrogância. Para se sair bem fique atento ao ambiente e seu próprio estilo. Esteja preparado para mudar quando preciso, mas sem transgredir radicalmente sua essência.

É algo simples, mas que requer preparo, estudo, conhecimento. Para isso, pesquise, leia, informe-se a respeito. Converse com pessoas especializadas. Participe de eventos onde sejam apresentados dicas de apresentação pessoal. Analise as outras pessoas e sinta o que elas transmitem para você.

Como dica final acrescento: cuidado com o que está na moda. Nem sempre os modismos cabem para todas as pessoas. Tem muita gente por aí passando ridículo por acreditar que está na moda. Seja autêntico(a), mas tome cuidado, no ambiente profissional, com os exageros.

Rogerio Martins é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário. 

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14 de janeiro de 2009

A coragem de cobrar caro

O texto abaixo é uma excelente reflexão do valor que colocamos em nossas vidas. O autor, Stephen Kanitz, é consultor e colunista de diversas revistas.


A coragem de cobrar caro


Nove entre dez vendedores, depois de mais um dia de vendas infrutíferas, voltarão aos seus gerentes de vendas reclamando que a empresa precisa reduzir o preço. É muito fácil sair reduzindo o preço e no final descobrir com o decorrer do tempo que todas as empresas do ramo estão no prejuízo. Veja a indústria de aviação. Com prejuízos vem a redução de salários, atendimento, qualidade, a ponto do passageiro odiar a maioria das companhias aéreas do mundo.

Por que ninguém tem coragem de aumentar os preços para melhorar os serviços? Eu descobri a resposta durante uma consulta.

Eu parei de ficar irritado com os médicos que me deixam esperando numa consulta com hora marcada. Conheço os melhores médicos deste país, e é com eles que me consulto. Na última vez esperei duas horas para ser atendido. Meu médico me recebeu todo envergonhado pela demora, mas eu logo o tranquilizei.
- Eu não estou irritado pela espera porque você, na sua especialidade, é o melhor médico deste país. De nada adiantaria eu ir embora, como muitos outros pacientes fizeram. Você conhece o meu histórico, diagnostica melhor do que qualquer outro médico, eu tenho mais chances de sobreviver com você do que com o segundo melhor médico de São Paulo. Por que iria me irritar, e sair?

Ele me olhou desconfiado, mas conhecendo bem o seu paciente, sabia que tudo aquilo era um preâmbulo para eu dar uma estocada fatal.
- Eu só acho muito triste que o melhor médico deste país, esteja cobrando o mesmo preço que os outros, tendo que atender um monte de gente, sem tempo para se manter atualizado, estudar e para ver os próprios filhos. Eu como palestrante motivacional que sou, almejo ser um dos palestrantes mais bem pagos do país. Gostaria de poder cobrar os R$ 50.000,00 que um ex-presidente diz que cobra por aí. Por enquanto, eu cobro dez vezes o preço da sua consulta, mas existe uma enorme diferença. Eu nunca chego atrasado.

Foi aí que ele disse a frase que me levou a escrever este artigo.
- Você tem toda a razão, mas eu tenho medo de cobrar mais caro, tenho medo de ser o médico mais caro do país. Vão falar mal de mim, ter inveja, dizer que sou ganancioso e que só viso o lucro. Vão fazer da minha vida um inferno.

Na realidade ele transforma a vida dos seus pacientes num inferno, simplesmente para não agüentar a maledicência dos médicos mais medíocres do que ele. Porque ele tem medo de ser o mais caro, todo mundo quer ser seu paciente, inclusive eu. É uma questão de oferta versus procura. Só que aí, ele rouba pacientes de seus colegas mais medíocres tendo o dobro de clientela. Se ele tivesse coragem de cobrar mais caro, que nem mais caro seria, porque no fundo ele teria somente de cobrar o que ele realmente vale, tudo se resolveria.

Ele não roubaria clientes de seus colegas, não trabalharia mais, só ganharia mais que os outros. Ele também não me deixaria esperando duas horas, pensando em que artigo eu iria escrever sobre aquela demora. Só que com o preço mais caro, vem responsabilidades, como nunca mais deixar seus clientes esperando.

Ter a coragem de cobrar caro, implica na necessidade de você sempre se aprimorar, a de assumir a responsabilidade pelo preço diferenciado, em vez de se esconder por trás da mesmice e da média do mercado. É preciso ter coragem para cobrar mais caro e prestar melhores serviços para a sociedade. Chamar estas pessoas de gananciosas é prestar um desserviço à cultura que você quer pertencer. É muito mais fácil ficar escondido na mediocridade. Mas, como faremos um país melhor se ninguém tem a coragem de fazer melhor?

E, se você fizer melhor e cobrar o mesmo preço, você estará tirando a clientela dos outros, em vez de tirar mais dos clientes que você já tem. Cobrar o mesmo é tão egoísta quanto cobrar mais caro, só que ninguém percebe a sutileza deste argumento. Se nossos melhores profissionais não lutarem por aumento de salários e preços, quem aumentará o nosso padrão de serviços melhorando a nossa qualidade de vida?

Eu sei que é difícil pedir aumento de salário ou cobrar 10% a mais numa consulta, mas se você conseguir e não perder a clientela ou o emprego, isto significa que sua empresa e seus pacientes finalmente estão pagando aquilo o que você vale para eles. Mais importante, você mostrará aos seus colegas o caminho da excelência, mostrará novos padrões de atendimento, será o guru da nova geração que lhe agradecerá pela sua coragem.

A inveja que seus colegas terão do seu novo salário ou preço de consulta e da sua nova riqueza fará com que eles tentem copiá-lo e com isto você estará aprimorando a atividade. E à medida que seus colegas o copiarem, infelizmente a sua vantagem competitiva desaparecerá, e se você não se destacar ainda mais, terá de reduzir o preço novamente ou pedir uma redução de salário. Algo que também ninguém tem a coragem intelectual de fazer. Você voltará à estaca zero, mas pelo menos você mostrou o caminho e se beneficiou por um curto espaço de tempo, ao fim do qual o mundo se tornou melhor, com melhores serviços, mas pelos mesmos preços de antigamente.

Infelizmente, nem todos pensam assim. A maioria dos nossos intelectuais acha que se deve baratear tudo, se possível dar de graça. Dando de graça, o povo não tem como reclamar. As pessoas ficam na fila horas a fio e dão graças a Deus por terem sido atendidos por qualquer médico, mesmo cinco horas depois.
Quantos alunos reclamam de seus professores, que não se aprimoram, que nem aparecem nas aulas? Reclamar como, se não é você que paga? Reclamar como, se nem seus pais pagam? Esta é a beleza do ensino gratuito, que no fundo não é gratuito, porque no fim do mês os professores recebem independente da qualidade do ensino.

Se alguma coisa a História nos ensina é que o “tudo grátis” traz consigo a queda da qualidade, o desprezo pelo povo e pelo cliente, cria filas intermináveis, corrupção, falta de ética, e a piora constante da qualidade e da moralidade.

Não concordo com a extrema esquerda que quer dar tudo de graça. Não concordo com a extrema direita que quer cobrar o dobro criando monopólios, sem dar o dobro em troca. Acredito numa sociedade que aprende pelo exemplo, numa sociedade que valoriza seus melhores profissionais que trilharam o caminho da excelência, mesmo que num primeiro momento eles ganharam muito. “Se quisermos ser todos ricos porque não permitir alguns chineses chegarem lá antes dos demais, mostrando o caminho”, como disse Deng Xiao Ping, o líder chinês que tirou a China da miséria.

Espero que daqui para frente, seu objetivo de vida passe a ser aumentar o seu salário ou o preço que você cobra pelos seus serviços, até chegar ao máximo. Se quiser doar este dinheiro à filantropia a decisão é sua, mas o importante é que ao ser o mais caro do país você será um exemplo para os mais jovens, que irão seguir os seus passos. Eles poderão trabalhar menos do que a maioria e poderão se aprimorar na profissão. Terão tempo para se dedicar aos filhos e à família, graças a você!
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20 de junho de 2008

Hoje é dia de "casual day"

Sexta-feira, dia internacional do "casual day". É aí que começa o perigo.

Algumas empresas passaram a adotar a sexta-feira como o dia para que seus funcionários possam se vestir de forma mais descontraída, menos formal. Partindo deste princípio surgiu o "casual day", ou o "dia informal".

O ponto complicado desta situação é como cada um entende esta iniciativa. No início da década de 90, quando este movimento começou a ficar mais difundido no Brasil, as empresas tiveram muita dificuldade para estabelecer o que podia e o que não podia.

O exemplo mais clássico é daquele funcionário que veste-se de modo formal de segunda a quinta-feira e quando chega a sexta-feira aparece de calça jeans, tênis e camiseta. É um descompasso.

O bom senso foi sugado pela "liberdade" que o casual day proporciona. Cada um faz o seu. Na realidade não deve ser bem assim. Já que o bom senso não é comum a todas as pessoas e - pior - o que é bom senso para um pode não ser para outro, é preciso estabelecer regras. Sim, regras.

Existem empresas que criaram uma cartilha do que é permitido e o que não é bem aceito na corporação. Mas, independente disso, vale uma regra de ouro para qualquer situação: como fica sua imagem? O que você quer transmitir para as pessoas que trabalham com você? Como seus clientes e fornecedores irão ver você?

Estas perguntas ajudam a estabelecer algumas referências básicas para o modo como se veste durante os quatro dias que iniciam a semana e como deverá vestir-se na sexta-feira. Outra dica útil é lembrar que o ambiente profissional exige uma postura diferente da "balada" ou de um passeio ao shopping.

Agora, se a empresa em que trabalha já é informal, cuidado para não exagerar mais ainda.

Uma dica final: use o bom senso... conheça melhor as regras da empresa... na dúvida converse com seu chefe... Sucesso!
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6 de maio de 2008

As Competências Fundamentais do Marketing Pessoal


Palestrante Rogerio Martins

Quando se fala ou escreve sobre marketing pessoal é comum que seus autores concentrem-se em fatores externos, como a aparência e postura dos indivíduos, como o fator preponderante para distinguir aqueles que fazem ou não marketing pessoal.

Quando iniciei minhas pesquisas sobre o tema há mais de dez anos percebi que estes fatores são importantes, mas que somente eles não garantem o sucesso desta ferramenta de alavancagem da carreira profissional e das relações sociais.

A partir de então desenvolvi uma abordagem particular acerca do assunto: uma visão humanista do marketing pessoal. Através dela vejo o ser humano integrando suas habilidades pessoais de personalidade – o conteúdo interno – associado a técnicas eficazes de divulgação de si mesmo – o fator externo.

Creio que cinco competências são fundamentais para a realização do marketing pessoal através desta abordagem e as descrevo a seguir:

A empatia - É a capacidade do ser humano em colocar-se no lugar do outro. Segundo Jacob Levy Moreno, criador do Psicodrama, todo indivíduo passa por diversas fases no desenvolvimento de sua estrutura de personalidade e pode-se dizer que atinge a maturidade psicológica quando consegue “inverter papéis”, ou seja, usar da empatia.

Exercite no seu dia-a-dia imaginando-se como seria enfrentar os desafios do cargo do seu chefe ou subordinado, atender o público como um caixa de banco em dia de grande movimento, fazer a faxina no escritório depois de um dia de trabalho, dirigir no trânsito caótico por profissão, etc. Após este exercício passe a agir como gostaria de ser tratado em cada uma destas situações. Certamente todos os envolvidos passarão a respeitá-lo muito mais que de costume.

Simpatia - Antigamente dizia-se que a educação abre portas e reforço que a simpatia é um dos melhores canais de acesso ao sucesso profissional e pessoal. As pessoas em geral gostam de quem as tratam bem. Ser cordial, afetuoso, entusiástico e “educado” é fundamental para garantir uma imagem positiva entre as pessoas de seu relacionamento. Ações simples como um cumprimento, um sorriso, um abraço ou um olhar podem garantir pontos importantes para o seu marketing pessoal.

A alegria é um poderoso anti-estressante e contagia todos que estão por perto. Afinal você conhece alguém que procurou um namorado ou namorada que fosse emburrado, pessimista ou desanimado? Claro que não! O ser humano gosta e precisa de energia positiva para viver bem e para isto aja com simpatia e lembre-se sempre das “palavras mágicas”: bom dia, obrigado, com licença e desculpe!

Comunicação - Neste item há dois pontos que quero destacar: falar corretamente e vencer a barreira da timidez e do orgulho. Ter uma comunicação impecável é crucial para qualquer profissão e mais ainda quando se trata de garantir uma boa imagem diante do seu cliente, chefe ou até mesmo parceiro ou parceira. Para isso é fundamental adequar a linguagem para cada situação, pois só assim é possível se sobressair em meio ao padrão que assola a maioria das pessoas nas corporações. Estude, leia revistas, livros e jornais, participe de cursos sobre oratória, enfim, aprimore ao máximo sua capacidade de falar corretamente para cada público e situação.

O outro ponto importante é fazer que as pessoas saibam quem é você e o que tem a oferecer, ou seja, vencer a barreira da timidez e do orgulho. Há um famoso ditado que diz: quem tem boca vai à Roma. À medida que se compartilha com os demais seus planos, idéias, projetos e sonhos está abrindo a possibilidade deles fazerem parte e até mesmo ajudarem a concretizá-los. As pessoas querem participar, mas para isso precisam saber. Portanto, comunique!

Ter conteúdo - De nada adianta ser um ótimo comunicador e agir com simpatia se não tiver efetivamente conteúdo. É muito importante ter o que dizer, possuir conhecimento, mostrar a que veio e transmiti-lo de forma natural. Nos últimos tempos parece que a sociedade foi assolada por “carinhas bonitas”, mas que não tem nada a dizer, não transmitem absolutamente nada e assim passam desapercebidas. Estas pessoas estão nas empresas, na mídia, na política, nas rodas de amigos, enfim, em todos os lugares onde é possível fazer “cara de conteúdo”.

A verdade é que as pessoas se lembram daqueles transmitem segurança, que consolidam sua imagem, sua presença através de opiniões claras, idéias firmes ou, simplesmente, porque estão ligadas no que está acontecendo a seu redor e tem o que exprimir com assertividade. Para ter conteúdo é imprescindível aprimorar o hábito da leitura, diversificar o acesso às informações, ampliar o contato com as diversas formas de cultura, participar de eventos da sua área de interesse e também de outras áreas diferentes, participar de movimentos profissionais, viajar e frequentar grupos diferentes.

Apresentação pessoal - Por fim, o cuidado com a aparência também é fator essencial para a realização do marketing pessoal e profissional. Para isto é fundamental o bom senso. Conheço pessoas que possuem boas roupas, muitas vezes de grife, mas não conseguem fazer uma combinação razoável. Ora pecam nos tons, no tecido, no design, ora nos acessórios. Saber adequar a vestimenta para cada situação sem perder o estilo é das tarefas mais difíceis e muitas vezes necessário o apoio de um profissional especializado.

Há alguns fatores que você deve considerar na hora de escolher a roupa ideal:
- O tipo de evento ou compromisso que irá participar – se é formal ou informal. Na dúvida opte pelo formal, pois é mais fácil partir da formalidade para a informalidade do que o inverso, muitas vezes retirando ou mudando apenas uma peça do traje.
- Tons e cores – os tons mais claros são recomendados para pessoas mais jovens e durante o dia. Já as cores merecem um cuidado especial com relação a moda, pois nem sempre o que está na moda cabe para você. Um bom exemplo são o vermelho e o pink.
- Padrões e texturas - saiba adequar as peças e tome cuidado com babados, decotes, listras, veludo, roupa curta ou longa demais.
- Idade - não tente aparentar mais ou menos idade do que possui através da roupa e acessórios – é mais fácil você passar ridículo e ser gozado por todos.
- Seu tipo físico - a moda de passarela é feita para pessoas muito magras, então tome atenção para vestir-se de acordo com seu porte e medidas. Evite roupas apertadas ou largas demais, pois transmitem uma ideia de desleixo.

Com estas informações já é possível praticar corretamente seu marketing profissional e conquistar pontos positivos na sua carreira. Vale lembrar que tudo isto também se aplica na vida pessoal. Sucesso!

Rogerio Martins é Psicólogo, Professor, Palestrante e Escritor. Siga @rogermar no Twitter e venha curtir a página do Facebook.

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29 de abril de 2008

As Empresas Precisam de Ídolos


É interessante como as empresas precisam de ídolos. Para que fique clara a idéia deste artigo, vamos considerar que ídolo é a pessoa a quem se tributa muito respeito e veneração; aquilo que é objeto de adoração, de paixão cega. Assim como na música e nas artes em geral, de tempos em tempos surge no mundo corporativo, mais precisamente no mercado editorial e de consultoria ídolos de momento.

Recentemente o livro “O Monge e o Executivo” transformou-se no best seller da vez. Desbancou o até então “insubstituível” livro de cabeceira “Pai Rico, Pai Pobre”. Mérito de seus autores.

Quando Daniel Goleman nos “brindou” com seus estudos sobre a inteligência emocional foi uma febre nos departamentos de Recursos Humanos das empresas. O mercado de consultoria então passou e multiplicar cursos e palestras sobre o assunto como se já o conhecessem há muito tempo. Alguns críticos até alfinetaram que muito dos escritos e idéias apresentadas pelo psicólogo americano nada tinham de novidade. O fato é que pegou! Até hoje tem gente escrevendo sobre o assunto nas mais variadas possibilidades. Só falta surgir a inteligência emocional na culinária organizacional. Quem sabe já existe?

Domenico de Masi foi o ícone da criatividade. Trouxe à baila o ócio criativo. Justamente no momento em que se bradava a necessidade maior criatividade para lidar com a concorrência e um mercado consumidor cada vez mais exigente. Muitas empresas pensaram em adotar suas teorias, mas na prática pouco se viu. O certo é que seus livros e palestras pipocaram no meio empresarial transformando-se em um estrondoso sucesso.

No mercado de palestrantes e conferencistas talvez tenhamos as maiores pérolas. Algumas delas são inesquecíveis, como pessoas que plantam bananeira, quebram tábuas, sobem escadas, se jogam ao chão, fazem mágicas e levam o público ao choro copioso através de histórias comoventes de superação. Tudo isso em nome da motivação dos funcionários. O fato é que, na maioria dos casos, os resultados continuam os mesmos.

Vale alertar que não sou contra todos estes tipos de manifestações. Acredito que há espaço para tudo isso. Há momentos onde o que vale é sensibilizar pelo absurdo. Quantas pessoas já tiveram o “insight” através de um livro de auto-ajuda ou mesmo uma palestra destas? Mas acredito também que se deve ter cuidado com a adoração aos resultados mágicos.

Quando lidamos com pessoas estamos falando de comportamento. Este comportamento que é desenvolvido ao longo da vida e que na fase profissional carrega uma série de valores, crenças e hábitos. O comportamento pode ser transformado, mas desde que se respeite este arsenal de experiências anteriores e, principalmente, os valores pessoais.

Para atingir resultados através das pessoas é necessário muito mais do que receitas. É preciso entender as pessoas. Por isso, faz-se necessário aprimorar o ambiente profissional, desenvolvendo as lideranças, aperfeiçoando a comunicação, respeitando as diferenças, recompensando de forma justa e, sobretudo, olhando para as pessoas como elas realmente são.

Quando buscamos ídolos estamos indo atrás da realização fantástica. Gasta-se uma fortuna e nem sempre se atinge o esperado. Quando queremos resultados é necessário fazer ajustes de expectativas e de ações. Sendo assim, o comprometimento desejado e os resultados esperados só aparecem quando alinhamos os interesses pessoais com os da organização, deixando de lado as soluções mágicas.

Para concluir, deixo uma frase do psicólogo Carl Jung que resume a idéia deste artigo: “quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”.


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Artigo de Rogerio Martins
publicação autorizada
desde que citada a fonte e autor.
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18 de abril de 2008

Marketing Pessoal, Sucesso Global

Palestrante Rogerio Martins
Abordar o tema Marketing Pessoal após tantos outros autores que já escreveram sobre ele não é tarefa simples; exige um algo mais e é exatamente este algo mais a grande chave, ou o ponto central de quando tratamos deste assunto.

É importante, antes de aprofundarmos sobre o tema central, entendermos o momento pelo qual passamos, suas transformações e seu legado, para que possamos compreender a importância e aplicabilidade do Marketing Pessoal.

É fato que grande parte desse processo de mudanças e velozes transformações pelo quais estamos vivenciando é decorrente de dois fatores principais: a globalização e o desenvolvimento tecnológico. O mundo como o conhecemos hoje faz parte ou advém disso. Octávio Ianni afirma que a globalização está presente na realidade e no pensamento, desafiando grande número de pessoas em todo o mundo. O desenvolvimento da tecnologia acelerou o processo de globalização e vice-versa, promovendo um ciclo contínuo e irreversível, capaz de alterar culturas, sociedades e o próprio homem.

A partir destes dois fatores, outros vieram compor o cenário atual: busca permanente pela qualidade de produtos, serviços e de vida; maior presença da mulher no mercado de trabalho e em outros segmentos da sociedade, até então predominantemente masculina; segmentação do consumo, para atender novos mercados cada vez mais competitivos e exigentes; trabalho em equipe, como propulsor da revolução do comportamento interno nas organizações, onde se faz mais com menos gente; conceito e prática da melhoria contínua - aplicada a processos e pessoas; terceirizações, quarteirizações, downsizing, preocupação com o meio ambiente e a comunidade, etc. Diante deste cenário e muitas outras transformações ocorridas no meio organizacional e social, surgiu o Marketing Pessoal, como forma de revalorização das capacidades e competências do homem.

O cineasta americano Woody Allen afirma que 80% do êxito consiste em aparecer. Mas é óbvio que para passarmos do ridículo ao êxito na arte de aparecer, faz-se necessário uma boa dose de planejamento e estratégia - que são os pilares do Marketing Pessoal - ou seja, como se destacar em meio a tantos e atingir o sucesso global. Para isto destaco algumas delas a seguir, lembrando que em todo processo de desenvolvimento pessoal é importante preservarmos nossas características, evitando a busca de ser aquilo que não somos.

O primeiro passo é construir uma auto-imagem positiva e otimista. As pessoas esquivam-se daqueles que estão sempre mal humorados ou torcendo para tudo dar errado.

Como nos ensina as sucedidas estratégias do marketing tradicional, todo produto necessita de uma boa embalagem. Portanto, cuide da sua comunicação e apresentação pessoais, pois são os seus cartões de visita.

Demonstre iniciativa, persistência e motivação em tudo que faz. Certamente isto trará a atenção das pessoas, identificando-o como alguém interessante e interessado.

Fique atendo ao feedback. Saber o que as pessoas pensam a seu respeito pode ajudar a mudar pequenos hábitos e costumes, se necessário.

Muitas vezes pela pressão do dia-a-dia, esquecemo-nos das pessoas consideradas "sem importância", como o porteiro, a faxineira, o guarda, o manobrista, o atendente, etc. Porém, imagine o mundo sem o trabalho e a dedicação destas pessoas? Muitas vezes, um simples "bom dia" é o suficiente para tocarmos o coração das pessoas e cativá-las para sempre. Lembre-se: todos são importantes e assim devemos nos sentir!

Outra estratégia interessante para o aprimoramento diário é utilizar a técnica do benchmark. Normalmente utilizado pelas empresas, podemos adaptá-la, fazendo o benchmark de pessoas que admiramos, ou seja, aprender com elas como desenvolver as características que as tornam tão especiais.

Seja justo e pontual com seus compromissos. Atenda as pessoas rapidamente, se não for possível pessoalmente, escreva, telefone, mas responda as chamadas depressa!

Saiba atender um pedido, auxilie, preste ajuda. Muitas vezes uma ajuda desinteressada pode transformar-se em uma grande amizade ou a conquista da admiração pelas demais pessoas.

Tenha prazer no que faz e faça com prazer, pois se você não fizer por você, quem o fará?

Tente sinceramente não dizer nada negativo ou de julgamento sobre outra pessoa durante todo um dia. Se você conseguir, tente outro dia. A disciplina verbal pode se tornar um hábito e vale a pena.

Venda corretamente sua imagem: ser competente e parecer competente!

Com toda esta estratégia em mãos, utilize o bom senso para distinguir aquilo que é possível fazer do que não irá comprometer sua essência. Sem dúvida, o Marketing Pessoal é uma técnica eficaz para o sucesso global, mas se utilizada de forma correta e bem intencionada, valorizando as pessoas no cominho para o sucesso pessoal e profissional.

Para finalizar, vale refletir sobre o que o jornalista Whit Hoss escreveu: "Sucesso é acordar de manhã - não importa quem você seja, onde você esteja, se é velho ou se é jovem - e sair da cama porque existem coisas importantes que você adora fazer, nas quais você acredita, e em que você é bom. Algo que é maior que você, que você quase não aguenta esperar para fazer hoje”.

 Rogerio Martins  é Psicólogo, Palestrante, Escritor e Professor Universitário. Siga-me no Twitter (@rogermar), no Instagram (@martins_rogerio) e no Facebook

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8 de abril de 2008

Marketing Pessoal Versus Superexposição


Você realmente sabe o que é Marketing Pessoal? Ainda tem muita gente que por aí confundindo marketing pessoal com superexposição. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diria uma amiga minha. E veja que são coisas bem distintas, mas, acredite se quiser, tem profissional que confunde tudo. Deve ter lido em algum lugar ou escutado algum consultor ou amigo dizendo que tem de se promover e pronto: catástrofe. Cria-se mais um monstro da superexposição.

Para colocarmos as coisas em ordem, vale lembrar que marketing pessoal é uma ferramenta para o gerenciamento da imagem pessoal e profissional. Serve para melhorar a imagem que as pessoas têm a respeito de alguém, por exemplo. No trabalho o marketing pessoal pode ser utilizado como forma de valorização das atividades que um indivíduo executa. Ele faz, ele divulga. Ele cria um projeto, ele apresenta. Obviamente que estes exemplos são apenas uma vaga ideia do potencial que está por trás das diversas técnicas que esta ferramenta proporciona.

O fato é que algumas pessoas exageram na dose e acham que estão fazendo marketing pessoal. É como o bêbado social: enche a paciência de todo mundo com aquelas piadinhas sem graça e acredita que está agradando. A todo instante “querem aparecer” e isso mais atrapalha do que ajuda.

MARKETING PESSOAL VERSUS SUPEREXPOSIÇÃO

Uma das premissas do marketing pessoal é justamente saber dosar a exposição. De menos, você não será lembrado. Aquela vaga tão sonhada ou a promoção que estava por vir, não chegará. É preciso que as pessoas realmente saibam do seu potencial, das suas qualidades e qualificações. Ninguém quer ou vai adivinhar, é preciso mostrar. Para isso é necessário criar estratégias de exposição. Saber estar nos lugares certos, participar dos eventos e reuniões mais estratégicos e, mais do que tudo, agir naturalmente.

Agora, quando a exposição é demasiada cria-se um outro problema: o “mala”. Com tudo que tem direito: sem alça, sem rodinhas, pesada e velha. Ninguém agüenta! Sabe aquele cidadão que quando chega na rodinha do café todo mundo vai embora porque lembrou de alguma coisa pra fazer? Na verdade, todos estavam é querendo fugir daquela pessoa chata que só conta vantagem, só fala de si mesmo, que olha para o próprio umbigo o tempo todo. Mesmo quando não há a oportunidade para falar ele resolve abrir a boca.

Para não ser taxado de mala é preciso tomar alguns cuidados. O primeiro é fazer uma auto-análise profunda. Muitas vezes isso não é possível sozinho, pois a tendência é não enxergar o que faz de errado. Se for o caso pergunte para um amigo próximo, uma pessoa de confiança ou a ajuda de um profissional, um consultor de imagem. Avalie como está sua exposição. Faça o teste da rodinha do café.

Em segundo lugar tenha em mente que cuidar da imagem pessoal é preciso observar. Veja aquelas pessoas que são bem sucedidas. O que elas fazem? Como se comportam? Converse com elas, sinta o que elas transmitem a você. Nunca copie, mas aprenda com elas.

E por último esteja aberto para as críticas. Ouça, reflita, filtre e mude sempre que necessário. Vivemos um mundo de intensa transformação. Precisamos nos adaptar às mudanças do mundo ou ficamos para trás. Transforme-se, seja melhor para si mesmo. Cuide da sua imagem, da sua exposição e faça o marketing pessoal correto. Sucesso!

Rogerio Martins é Psicólogo, Professor, Palestrante e Escritor. Siga @rogermar no Twitter e venha curtir a página do Facebook.

Leia também:
- O que temos de bom
- Marketing pessoal, sucesso global
- As competências fundamentais do marketing pessoal
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