18 de junho de 2013

Afinal, o que queremos?

Passamos por um momento importante e instigante da história política e social do país. A população resolveu manifestar sua indignação frente aos diversos descasos sociais e de políticas públicas, além da corrupção, entre outros fatores de descontentamento geral.

Alguns dizem: "o povo acordou". Parece que sim! Felizmente. Porém, minha reflexão sobre este momento histórico é: afinal, o que queremos?

Será que os diversos manifestantes pelo país tem noção real do que estão reivindicando? Ou será apenas uma forma divertida de sair do cotidiano? Não estou julgando, apenas levantando uma reflexão sobre a verdadeira intenção disso tudo.

Muitos que não usam transporte público (alguns nunca usaram) reivindicando a diminuição das tarifas. A reivindicação é justa, mas quem realmente utiliza está lá levantando esta bandeira?

Certamente há quem esteja engajado em alguma causa, como a moralização da política nacional, por exemplo. É justo e necessário. Entretanto, a falta de clareza de muitas desta manifestações me faz perguntar novamente: afinal, o que queremos? Tudo junto e misturado? Será que está claro para quem são o alvo destas manifestações os verdadeiros motivos?

Na verdade é tudo um grande aprendizado. Passamos décadas de "despolitização". Muitos jovens nem querem saber de política. Muitos adultos também. Isso é o que gera o estado atual. A polícia atual que, em geral, não sabe lidar adequadamente com os manifestantes. Extremistas, fundamentalistas que aproveitam para gerar tumulto e medo. Políticos desinteressados nos anseios do povo. Vale lembrar que as  pessoas que não nos representam foram votadas por muitos que as representam... será? Onde estão aqueles que votaram nos corruptos? Como veem esta onda de manifestantes indignados?

Precisamos, sim, sair as ruas. Precisamos mostrar nossa indignação! Faz-se necessário dar um verdadeiro basta ao que foi sendo criado ao longo das últimas décadas, onde o povo estava dormindo em berço esplêndido. O despertador tocou e nunca é tarde para começar.

Agora é hora de fazer barulho, de mostrar a cara, de escrever, de pintar a cara (mas não esconder) e de se manifestar, mas por uma boa causa... por uma que seja digna e verdadeira. Afinal, o que queremos?

Prof. Rogerio Martins
Cadastre-se no Boletim