30 de janeiro de 2012

Liderança na nova economia


A forma de liderar pessoas mudou! Isso talvez não seja novidade para alguns, mas ainda assim é algo totalmente distante da prática de muito outros. O mundo vem mudando cada vez mais rápido e isso exige uma nova postura em todos os sentidos.

O que gerente, diretor ou supervisor que não acompanha a evolução das relações sociais não consegue liderar uma equipe na obtenção de resultados e qualidade. É preciso rever conceitos e, principalmente, afastar-se dos pré-conceitos.

Imagine um líder que tem em sua equipe alguma pessoa assumidamente homossexual. Décadas atrás ele demitiria seu funcionário e ainda ficaria com a fama de uma pessoa "justa". Hoje é preciso pensar além do moralismo sexual. É preciso analisar o desempenho do funcionário independente de sua escolha sexual, raça ou credo, entre outros fatores que podem gerar o pré-conceito.

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Administrar a diversidade transformou-se em um dos maiores paradigmas da atualidade. Liderar hoje em dia é um desafio cada vez maior para os gestores, visto que a velha máxima "manda quem pode e obedece quem tem juízo" está a cada dia sendo trocada por resultados, produtividade, qualidade e respeito. No passado o gestor dava uma ordem e todos obedeciam. Aqueles que agiam de forma contrária eram sumariamente punidos ou demitidos. E hoje? As empresa que ainda mantém esta filosofia estão a beira da morte.

O LÍDER SERVIDOR
O tão aclamado livro de James C. Hunter, "O Monge e o Executivo", prega uma liderança servidora. Porém, será que as nossas lideranças estão efetivamente preparadas para "servir" os demais? Em uma nova economia onde os resultados falam mais alto ainda temos empresas onde os funcionários são tratados de forma desumana.

Há um grande paradoxo entre a necessidade e a realidade. A necessidade é de profissionais cada vez mais qualificados no comando das organizações. Pessoas preparadas nos âmbitos comportamental e técnico. Isso significa gestores que sabem comandar pessoas não apenas através do conhecimento adquirido e das experiências, mas também do estudo do comportamento humano, das técnicas de liderança e da inteligência emocional, para citar alguns dos fundamentos necessários para a nova liderança.

A base para uma liderança próspera nestes tempo de grande transformação é a confiança. Quando os responsáveis pelo gerenciamento de pessoas perceberem que conseguirão mais, com mais efetividade e menos custo através da confiança gerada entre eles e seus subordinados, teremos uma verdadeira mudança na gestão de pessoas.

COMO FAZER
A grande transformação está na capacitação, no desenvolvimento destas lideranças. É preciso investimentos sólidos na preparação dos profissionais que gerenciam pessoas. Para que possamos dar o salto qualitativo que tanto esperamos é necessário uma transformação dramática nos valores arraigados de nossos gestores.

Tanto as organizações, quanto os profissionais são diretamente responsáveis por esta mudança. Não cabe somente a um ou a outro, mas a ambos este investimento de tempo e recursos, principalmente. Também não adianta imaginar que irá ocorrer repentinamente e que os resultados surgirão de forma mágica. O processo é longo, por vezes doloroso,  mas se realizado com planejamento e qualidade os resultados alcançados serão fantásticos. O retorno será ainda maior, visto que a satisfação dos envolvidos será revertida para o crescimento dos negócios. Melhora o clima organizacional e a produtividade, além de baixar os índices de turn-over, doenças ocupacionais, retrabalho e desperdício.

Portanto, mãos a obra, pois temos um país para modificar, empresas para profissionalizar e pessoas para "transformar". Aceita o desafio?

Rogerio Martins é Psicólogo, Professor, Palestrante e Escritor. Siga @rogermar no Twitter e venha curtir a página do Facebook.



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